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Dr. André Frare - Osteopatia Cascavel

REABILITAÇÃO PÓS COVID - Blog

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Síndrome pós-covid: uma condição que pode durar meses


A Síndrome de Fadiga Crônica (SFC) é uma condição cujo principal sintoma é a presença de fadiga que piora com atividade física e ou mental, mas não melhora com o repouso. Ela persiste por um período maior que seis meses, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Diversos estudos realizados em instituições de saúde diferentes pelo mundo apontam a presença de fadiga como um sintoma preponderante de Covid-19. Tanto na fase aguda quanto na fase de convalescência. A incidência varia de 70 a 90% no período agudo, associada ao quadro febril, e de 37 a 53% no período de convalescência. Em um estudo observacional, a fadiga persistiu por mais de 120 dias após a cura.

Especialistas ressaltam que ainda é cedo para tirar todas as conclusões sobre a doença. “A fadiga pode ser intensa para quem teve o diagnóstico positivo para a Covid-19, mas convém separar do conceito de síndrome de fadiga crônica. Tendo em vista que a maioria dos pacientes ainda não alcançou o período de seis meses de cura clínica/laboratorial para serem classificados como tal”.

Fatores que podem contribuir para a fadiga

“Pacientes que tiveram necessidade de oxigenação, geralmente, principalmente aqueles que estiveram em Unidades de Terapias Intensivas (UTIs), necessitando de intubação traqueal, apresentaram mais fadiga após a recuperação da Covid-19. Hipóteses de que as alterações imunológicas, metabólicas e do sistema nervoso possam ter responsabilidades pelo aparecimento deste sintoma já não são especulativas, e sim realidade.
A fadiga é um achado clínico frequente. Não somente em doenças autoinflamatórias como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), como também nas infecções bacterianas crônicas, nas micobacterioses e nas viremias crônicas, em especial hepatites e Epstein Barr (VEB).

“Acredita-se que a fadiga esteja ligada a altos níveis de Interleucina 6, que além de produzir o cansaço é responsável por diversas alterações hepáticas, vasculares e indutora de anemia.

Altos níveis de Interleucina 6 são encontrados em pacientes em fase crítica de Covid-19. Em especial os que evoluem com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAV), como também naqueles que desenvolvem fenômenos trombóticos. O fator de Necrose Tumoral Alfa (TNF) é encontrado em níveis séricos elevados nas fases graves da sepse viral da doença, assim com a Interleucina 1beta. Todas estas citocinas são capazes de produzir febre e fadiga”.

Outros fatores

Níveis elevados de citocinas são encontrados até por mais de 90 dias após a resolução dos sintomas clínicos, pela manutenção de linfócitos T e B ativos. A recuperação da homeostase do sistema imune pode demorar até 120 dias.
Outro fator que pode contribuir para a fadiga observada em pacientes com Covid-19 é a hiperativação da tiroide durante a fase aguda da infecção e naqueles com baixa reserva folicular, quadros de hipotiroidismo podem se estabelecer, acumulando fatores para a fadiga.
Deve-se considerar, em especial nos idosos, a insuficiência da glândula suprarrenal, que ocorre com frequência após a sepse. A anemia por consumo e/ou hemólise durante a sepse viral também pode ser fator que pode contribuir para a fadiga. E, dependendo das reservas de ferro do paciente, pode persistir além da fase de convalescência.
A Devenervação da Bainha de mielina (que recobre os nervos), ocasionando muito provavelmente sintomas radiculares como a síndrome da cauda equina, e também distúrbios de invervação de membros superiores, causando então fadiga, cansaço, amortecimento e formigamento nos braços.
As dores articulares são outro fator que chama a atenção, pois ele está causando nos infectados uma doença auto-imune parecida com a ARTRITE, que acomete a inflamação crônica das articulações e a redução da produção do ácido hialurônico (LUBRIFICANTE NATURAL DAS NOSSAS ARTICULAÇÕES).
O que nos chama mais a atenção são para os variados graus de mialgias/miosites (DOR MUSCULAR). O consumo de massa muscular, a anemia, os acometimentos pulmonares e cardíacos, além da utilização de diversos medicamentos — como corticosteroides, anestésicos e antibióticos — que também podem ser os responsáveis pelo aparecimento da fadiga crônica no período de convalescença, (POIS O QUE TUDO ESTÁ INDICANDO É A SUBSTITUIÇÃO DO TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO, POR UM TECIDO FIBROSO, MAIS RÍGIDO E DENSO). Este que, por sua vez, será tanto maior quanto maiores forem as sequelas oriundas dos diversos graus do processo inflamatório originado pelo novo coronavírus.
É importante lembrar que fatores psicológicos também podem contribuir para a fadiga relacionada à doença.

Tratamento e reabilitação

Como a Covid-19 é uma doença nova, os pesquisadores ainda não conseguiram estudar o tempo de recuperação e quais podem ser as implicações a longo prazo.

Especialistas concordam que não há um tratamento específico para a fadiga pós-Covid-19: a única alternativa é, basicamente, tentar aliviar e tratar os sintomas do paciente pós covid.

“A recuperação é variável, sobretudo dependente da gravidade do quadro clínico, comorbidades pré-existentes e idade do paciente. Ainda não existe dado consensual sobre este assunto, com variações em diferentes estudos. Segundo um estudo italiano, se os sintomas iniciais forem leves, entre 5-8 semanas poderá haver uma boa recuperação. Casos mais graves podem levar 90 dias ou mais, onde os principais sintomas persistentes são fadiga, dispneia, dores articulares e torácicas. Muitas vezes pode ser necessária a utilização de medicamentos que visem um melhor bem-estar destes pacientes, como ansiolíticos e antidepressivos, nas situações de alteração do humor. Assim como orientação para suporte psicológico com profissional adequado”.

O que tem sido feito?

Diversas abordagens estão sendo estudadas para esses pacientes. Por exemplo, a reposição de vitaminas, a suplementação de micronutrientes, como magnésio, zinco e ferro, aminoácidos como arginina e o tratamento das lesões orgânicas, como o hipotiroidismo e hipocortisolismo. Diversos pacientes necessitaram de tratamento para as manifestações neuropsiquiátricas.

O exercício físico deverá ser iniciado ou restabelecido de forma gradativa e muito mais lentamente em sua progressão.

“A fadiga relacionada à Covid-19 deverá ter uma abordagem terapêutica multidisciplinar. É de extrema importância que o paciente entenda que esse sintoma poderá persistir por períodos longos. Costumo usar uma analogia com o fim de uma festa: a música já acabou, os convidados já partiram, mas a casa ficou uma sujeira e tomará muito tempo até que a equipe de limpeza recolha todo o lixo e organize tudo em seus devidos lugares. E o tempo desta reorganização dependerá do número de pessoas envolvidas neste processo e dos materiais disponíveis para tal”.

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MEU NOME É DR. ANDRÉ FRARE – FISIOTERAPEUTA ESPECIALISTA

CENTRO DE TRATAMENTO DA DOR EM CASCAVEL NO PARANÁ

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CASCAVEL 27 DE JUNHO DE 2021.

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